Tenho até vergonha de voltar a escrever depois de sei lá eu quanto tempo ter falado que eu havia feito disso um hábito!(BULLSHIT)
Mas tudo bem...nunca é tarde!ou melhor, antes tarde do que nunca!(essas frases prontinhas por vezes ajudam haha)
O que faço hoje é um desabafo, bem particular até, e nada atípico para a época.
Quem não está LOTADÉRRIMO de coisas para fazer?Morrendo de vontade que acabe o ano, bom, talvez até tenha gente que não esteja esperando como eu estou, então melhor não generalizar!
Eu particularmente não sei por onde começar. É tanta coisa, e eu, atucanada como sou, acabo asaumentando ainda mais! São trabalhos, provas, atucanação com o vestibular, trabalho de conclusão de PP, convites...Isso dentro de casa, infurnada, tentando dar conta. O que me deixa P*&¨ é o sol lá fora indo embora lá pelas 20:ooh, os passarinhos cantando, as pessoas caminhando e eu?em casa!grh hahaha com a paciência estourando, e a tolerância a baixo de zero.
As coisas parecem tão mais difíceis quando a gente não está 100%, isso por que a gente carrega elas com uma certa negatividade. Eu sei disso, por isso falo com propriedade.
Eu sou adepta a teoria da lei da atração e ela funciona! Porém não estou conseguindo colocá-la em prática da melhor maneira possível e isso está me perturbando um pouco.
Quero que o ano acabe, que as férias cheguem e que a vida mude! Sim muita gente tem medo da mudança, eu até tenho também, mas a curiosidade é TANTA que ultrapassa o medo, a insegurança e todo aquele resto.
Bom eu sei que as coisas chegam na hora certa, meu onibus também, por isso vou agora.
Tento escrever algo mais produtivo QUANDO eu achar um tempinho para isso. PROMETO!
Beijo =D
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Prazer, meu nome é Coisa
Serei eu loira, ruiva ou morena? Terei olhos azuis, verdes ou castanhos? Na próxima estação, usarei amarelo, vermelho ou azul? Vestido longo, calça justa ou mini-saia? O que preferem, peitos fartos, bumbum avantajado ou cintura fina? Cabelos curtos, compridos ou presos? Afinal, o que sou? O que querem de mim?
Sou exatamente aquilo que querem, ou melhor, que fazem de mim. Para os homens sou objeto de desejo, tesão e sedução. Já para as mulheres, sou inspiração, desejo e admiração. Mexo com os sentimentos, com as carências e com os sonhos mais profundos.
Lutei para que não me vissem somente como dona-de-casa, mãe de família. Queria ser vista de outra forma e, sobretudo, valorizada. Porém, acabei excedendo - me e, hoje em dia, meu papel foi vulgarizado e sou utilizada como símbolo sexual. Não encerrado, assim, o machismo, pois fui transformada, basicamente, em objeto de divertimento, de prazer, vítima do cinismo desfrutador do homem.
Infelizmente, meu corpo tem dado bom retorno, rendendo enormes somas para as empresas. Em decorrência disso, é difícil desconstruir esse posicionamento, e mais ainda, esse pensamento. Todos me vêem, nas ruas, nas revistas, na televisão, e cada vez mais, na internet. Por isso, não esquecem de mim e me procuram assiduamente.
Não tenho mais voz, e nem preciso pensar. Tudo o que tenho a fazer é estar sempre pronta, disposta a mudar e ciente de que nada é bom o suficiente. Querem sempre maiores glúteos, menores cinturas, maiores peitos, menores barrigas, enfim, criam-me e recriam-me a cada minuto à procura da perfeição.
Vivo na época do “vale tudo”, em que a ética perdeu espaço para o capitalismo. Percebo que as pessoas perderam a sua identidade e querem, a todo custo, assemelharem-se a mim. Acham que sou feliz, não sabem que o corpo foi planejado, que o sorriso foi montado e que nem tudo é o que parece ser. Não se dão conta de que, durante este processo de identificação, estão se “auto-coisificando”.
Sei que, na verdade, eu sou um retrato do que é a sociedade. Sou a tradução do neoliberalismo e do capitalismo exacerbado. Auxilio na construção de novos conceitos, na mudança comportamental. Crio efeitos persuasivos de identificação pelo conhecido e, ao mesmo tempo, chamo a atenção pelo inédito. Acabo, assim, virando prestígio social.
Meu maior desejo é que as pessoas contestem e questionem a minha construção como produto de consumo. Nem nome mais eu tenho, todos consideram –me coisa, ou qualquer adjetivo sexual.
Um dia, tive voz e lutei para conseguir espaço, agora que o tenho, perdi a voz e tenho somente o corpo. Preciso lutar por minha voz, pelos meus direitos e pela chance de não mais ser um produto, e sim, uma mulher. O que me resta descobrir é até quando posso fazer isso.
Diga-me, por favor. Qual é o meu prazo de validade?
- Claro, Coisa. Com muito prazer.
Aí, pessoal, um texto que eu escrevi e gostaria de compartilhá-lo.
Um beijo a todos, tenham uma ótima semana.
Sou exatamente aquilo que querem, ou melhor, que fazem de mim. Para os homens sou objeto de desejo, tesão e sedução. Já para as mulheres, sou inspiração, desejo e admiração. Mexo com os sentimentos, com as carências e com os sonhos mais profundos.
Lutei para que não me vissem somente como dona-de-casa, mãe de família. Queria ser vista de outra forma e, sobretudo, valorizada. Porém, acabei excedendo - me e, hoje em dia, meu papel foi vulgarizado e sou utilizada como símbolo sexual. Não encerrado, assim, o machismo, pois fui transformada, basicamente, em objeto de divertimento, de prazer, vítima do cinismo desfrutador do homem.
Infelizmente, meu corpo tem dado bom retorno, rendendo enormes somas para as empresas. Em decorrência disso, é difícil desconstruir esse posicionamento, e mais ainda, esse pensamento. Todos me vêem, nas ruas, nas revistas, na televisão, e cada vez mais, na internet. Por isso, não esquecem de mim e me procuram assiduamente.
Não tenho mais voz, e nem preciso pensar. Tudo o que tenho a fazer é estar sempre pronta, disposta a mudar e ciente de que nada é bom o suficiente. Querem sempre maiores glúteos, menores cinturas, maiores peitos, menores barrigas, enfim, criam-me e recriam-me a cada minuto à procura da perfeição.
Vivo na época do “vale tudo”, em que a ética perdeu espaço para o capitalismo. Percebo que as pessoas perderam a sua identidade e querem, a todo custo, assemelharem-se a mim. Acham que sou feliz, não sabem que o corpo foi planejado, que o sorriso foi montado e que nem tudo é o que parece ser. Não se dão conta de que, durante este processo de identificação, estão se “auto-coisificando”.
Sei que, na verdade, eu sou um retrato do que é a sociedade. Sou a tradução do neoliberalismo e do capitalismo exacerbado. Auxilio na construção de novos conceitos, na mudança comportamental. Crio efeitos persuasivos de identificação pelo conhecido e, ao mesmo tempo, chamo a atenção pelo inédito. Acabo, assim, virando prestígio social.
Meu maior desejo é que as pessoas contestem e questionem a minha construção como produto de consumo. Nem nome mais eu tenho, todos consideram –me coisa, ou qualquer adjetivo sexual.
Um dia, tive voz e lutei para conseguir espaço, agora que o tenho, perdi a voz e tenho somente o corpo. Preciso lutar por minha voz, pelos meus direitos e pela chance de não mais ser um produto, e sim, uma mulher. O que me resta descobrir é até quando posso fazer isso.
Diga-me, por favor. Qual é o meu prazo de validade?
- Claro, Coisa. Com muito prazer.
Aí, pessoal, um texto que eu escrevi e gostaria de compartilhá-lo.
Um beijo a todos, tenham uma ótima semana.
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